Sete parlamentares são sondados para disputar prefeituras no ano que vem

Janaína Riva, Doutor João, Thiago Silva, Eduardo Botelho, Dilmar Dal Bosco, Delegado Claudinei e Lúdio Cabral podem disputar prefeituras.

Por Harlis Barbosa 25/06/2019 - 09:07 hs

Sete parlamentares são sondados para disputar prefeituras no ano que vem
Montagem hbsportnews

Faltando 1 ano e 4 meses para as eleições municipais do ano que vem, os partidos começam a buscar nomes e a sondar possíveis candidatos ao Executivo. Deputados estaduais já são cortejados para concorrer porque detêm capital político e só tem a ganhar. Afinal, se derrotados, voltam para seu mandato. Apurou-se que pelo menos sete dos 24 parlamentares podem encarar às urnas.

Na lista há três do MDB, sendo eles Janaina Riva, Doutor João e Thiago Silva. Também são cotados os  democratas Eduardo Botelho e Dilmar Dal Bosco;  o  Delegado Claudinei (PSL) e petista Lúdio Cabral.

 

Apesar do número alto, a maior parte, ao menos por enquanto, não demonstra muita empolgação, especialmente os novatos, que alegam estar focados em concluir o primeiro mandato. Um deputado ouvido acredita que a forte renovação do ano passado terá impacto na quantidade de pretensos candidatos-deputados a prefeito.

 

Os partidos, por sua vez, organizam diretórios e comissões provisórias para garantir o acesso aos recursos do Fundo Partidário e, também, para receber novos filiados. Os parlamentares, por sua vez, já fazem uma espécie de experimento social com seus nomes, em busca de eventual aprovação popular e maior projeção política.

No MDB, além dos três estaduais, o federal, Juarez Costa também figura entre os possíveis candidato. Ele não se adaptou, segundo fontes, ao cargo na Câmara Federal e seria o mais empolgado com a possibilidade de voltar a comandar Sinop, hoje administrada por Rosana Martinelli (PR), que foi sua vice e deve buscar à reeleição.

 

Outro parlamentar que pode encarar a disputa na Capital do Nortão é Dilmar, irmão do ex-deputado Dilceu Dal Bosco que concorreu à prefeitura em 2012. Considerado um neoliberal e representante do setor do agronegócio, Dilmar desempenha pela segunda vez o papel de líder do governo. A primeira foi ainda na gestão de Pedro Taques (PSDB), quando ficou na função por oito meses. Dilmar, que é do mesmo partido do governador, em "alinhamento" com Botelho tem garantido celeridade na votação de matérias de interesse do Governo. É tido como um político articulado e agregador.

 

Com base eleitoral em Cuiabá, o nome de Janaina Riva também ganha força dentro do MDB para disputar a Prefeitura de Cuiabá. A preferência é pelo projeto de reeleição de Emanuel Pinheiro (MDB), que também usou a Assembleia como “trampolim” para chegar ao comando do Palácio Alencastro. Emanuel foi um dos deputados que disputou prefeituras em 2016. À época, derrotou o também deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que foi derrotado.

 

Eleito federal, Juarez Costa está empolgado com a possibilidade de concorrer a prefeito

Janaina, vice-presidente da Mesa Diretora, oficialmente tem dito que sua intenção é permanecer no Legislativo estadual e não descarta galgar vôos mais altos, como concorrer ao governo. Por outro lado, se empolga também com a perspectiva de comandar Cuiabá. Um interlocutor do MDB, entretanto, ressalta que pesquisas internas revelam que a Gestão Emanuel é bem avaliada e que, caso isso se mantenha, ele deve mesmo ser o nome do partido no ano que vem.

 

Outro deputado tido com "potencial" para concorrer ao Alencastro é o petista Lúdio Cabral, que já concorreu em 2012 e foi derrotado em segundo turno pelo hoje governador Mauro Mendes (DEM). Embora as lideranças do PT, inclusive do Diretório Nacional,  estejam tentando convencê-lo a entrar na disputa, ele alega que já tomou a decisão de não concorrer e mantém o foco no mandato parlamentar. “Tenho a decisão amadurecida de não disputar as eleições, mas o PT tem todas as condições de lançar candidatura”, pontuou.

 

Thiago, por sua vez, é afilhado político do deputado federal e presidente do MDB Carlos Bezerra. É tido como um potencial candidato, embora resista por estar no primeiro mandato. A Prefeitura de Rondonópolis, depois da de Cuiabá, deverá ser a cidade com pleito mais acirrado no próximo ano, em razão dos diversos políticos de peso que já se colocam à disposição das legendas para participar do pleito eleitoral. As chances de Thiago se candidatar a prefeito vêm tomando cada dia mais força internamente. Lá, Zé do Pátio (Solidariedade), eleito em 2016, quando era deputado estadual, deve buscar à reeleição. O ex-deputado federal e ex-prefeito Adilton Sachetti (PRB) também planeja concorrer.

 

E outro estadual sonha em concorrer ao comando da terceira maior cidade do Estado. Trata-se do Delegado Claudinei. Em Rondonópolis, conquistou 17.176 dos 29.988 votos contabilizados no ano passado. Claudinei ainda precisa do aval do PSL para a disputa, que sob presidência do deputado federal Nelson Barbudo e vice-presidência da senadora Selma Arruda, deverá adotar critérios com base na aprovação popular do município, por meio de pesquisas, para avaliar qual nome vai lançar para a disputa eleitoral.

 

Em Tangará da Serra, o MDB sonda o deputado Doutor João. O médico cumpre seu primeiro mandato eletivo e teve uma quantidade significativa de votos em sua base eleitoral. Foram 14.357 votos, o equivalente a 33,8% dos 19.836 votos contabilizados. “É um prestígio ser lembrado. Mas a discussão ainda está muito incipiente. Vamos analisar”, pondera o deputado, que pretende considerar vários aspectos para se lançar a candidato a prefeito do município, principalmente, a aprovação popular de seu nome junto aos eleitores da região.

 

Dilema

Já o presidente da Assembléia Eduardo Botelho vive dilema pessoal. É sondado para construir projeto a prefeito de Cuiabá, de Várzea Grande ou até mesmo aguardar e ser indicado ao cargo vitalício de conselheiro do TCE. Em Cuiabá, seria o elo com o governador Mauro Mendes, por serem do mesmo partido. Já (em Várzea Grande é apontado como um nome forte para dar continuidade ao projeto político da prefeita Lucimar Campos DEM).

Botelho já ponderou que tomará a decisão até outubro deste ano, quando termina o prazo para mudar de domicílio eleitoral. Botelho chegou a se licenciar da presidência da Assembléia para pensar melhor assunto, ficou 45 dias afastado, mas retornou no início deste mês sem decisão tomada. Nos bastidores, já circula a informação de que o democrata declinou da idéia de ser candidato a prefeito em 2020.

 

Fonte= Site RD NEWS