Tiroteio e morte na fazenda Magali em Colniza

Por Harlis Barbosa 05/01/2019 - 10:24 hs
Foto: Hb/Canon/T5-2018
Tiroteio e morte na fazenda Magali em Colniza
Montagem hbsportnews

 

 

Em meio a uma grande confusão no hospital André Maggi em Colniza agora cedo pôde averiguar que numa fazenda próxima ao município (FAZ Magali) onde havia uma perigosa disputa por terra acabou em tragédia no dia de hoje 05/01/19, e o hospital municipal já recebeu mais de dez feridos resultante do confronto, um homem chegou morto e outros feridos gravemente por disparos de armas de fogo de grosso calibre, segundo relatos tumultuados os tiros Partiram dos seguranças da fazenda.

A justiça há poucos dias determinou a saída dos invasores da fazenda, mas os relatos de quem estava na frente do hospital, disseram que esta manhã tentaram invadir outra vez e que a segurança armada que praticamente mora La antecipou e entrou atirando a esmo em quem estava no assentamento as margens da estrada, ferindo várias pessoas que já deram entrada no hospital André Maggi em Colniza e outros que estão desaparecidos ainda.

Tragédia anunciada... Esta coisa estava demorando a resolver demais, e esta briga vem se arrastando por muito tempo a justiça tem que decidir de uma vez ou a fazenda é do Riva ou Sinval Barbosa, quanto mais tempo demorar mais problemas iremos ter, está na hora de as autoridades do Mato Grosso agirem aqui, chega de ações direcionadas somente aos gestores e legisladores esta coisa de afasta prefeito afasta vereador são medidas paliativas, Colniza não é só política tem muitas coisas na área social que precisam serem resolvidas, este lugar não agüenta mais ser manchete pejorativas de jornais precisamos que se faça um trabalho preventivo porque chegar para recolher os corpos fica repetitivo.

Terão que morrer mais quantas pessoas para que as autoridades olhem para Colniza?

O Brasil inteiro sabe o que acontece aqui, estamos cansados de tentar melhorar a imagem local que alias também é ruim para o estado, não queremos ser o patinho feio do Mato Grosso aqui tem jeito basta querer.

Este negócio de deputados, senadores, governador acharem o caminho de Colniza só na campanha nos enoja demais, apesar de estarmos nas paginas policiais somos referência em outras coisas neste estado.

Está mais que na hora de o governo assumir sua responsabilidade na Saúde, Segurança, Educação deste lugar porque tudo que tem aqui foi feito por força e vontade da população, o esforço legal contribuiu com uma parcela pífia.

Não sabemos quanto vale uma vida para estes governantes, mas para nós valem muito e cada pai de família que tomba nesta parte esquecida do estado deixa uma lacuna enorme na historia do Mato Grosso.

Este pensamento de deixar que se matem para o problema se auto resolver não funcionou bem nem no Carandirú quanto mais aqui que tem muita gente de bem.

 

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Mato Grosso disse, em nota, que o trabalhador rural morto foi identificado como Eliseu.

A CPT divulgou os nomes das vítimas:

·         Eliseu Queres - (morto)

·         Milton Jose Da Silva (Gravemente ferido)

·         Moises Ferreira (Gravemente ferido)

·         Valmir Nunes Januario (Gravemente ferido)

·         Antonio Jose Maia Silva

·         Manoel Ferreira Barbosa

·         Marcos Martins Do Prado

·         Nalbes Apolinario

·         Tahik Bruno Oliveira

·         Tiago Alves Lopes

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Foi a primeira morte registrada pela CPT em 2019 por conflitos agrários. A pastoral afirma que ataque deixou outros oito feridos, sendo três em estado grave. A Polícia Civil diz que são sete homens feridos.

 De acordo com testemunhas do conflito, o confronto aconteceu no momento em que algumas pessoas que ocupam a área da fazenda pegavam água na beira do Rio Traíra, que é próximo ao acampamento onde estão as famílias.

Ainda conforme a comissão, algumas dessas famílias são posseiras, outras compraram o direito de estar na terra e já moram em lotes há algum tempo, produzindo e criando animais.

“São pessoas que apostaram no sonho de construir uma vida com o suor do trabalho. Não podemos deixar que mais um massacre aconteça, que mais uma violência aconteça a estas pessoas que já nasceram vulneráveis e que, por sua condição de pobreza, já nasceram em estado de exceção”, finalizou a CPT.

A Delegacia de Polícia de Colniza solicitou reforço da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, Ciopaer, da Secretaria de Segurança Pública, e peritos da Politec de Cuiabá para realizar os trabalhos de local de crime e necropsia.