Espólios do amor

Espólios do amor

O seu prêmio que não vale nada estou te entregando Pus as malas lá fora e ele ainda saiu chorando

Por Harlis Barbosa 05/05/2018 - 13:53 hs
Foto: Imagens extraídas da internet
Espólios do amor
Montagem hbsportnews

Historicamente os amores mais encantadores vêm acompanhados de grandes dificultadores e às vezes torna o caso em grandes historias da humanidade Óperas, Poemas, Filmes, Livros e ultimamente músicas, muitas musicas.

E às vezes em tragédias como Romeu e Julieta de William Shakespeare, desde o princípio de tudo quando Adão pediu uma companheira ao criador este não hesitou em lhe conceber o pedido, e junto com a encomenda veio algo simples de lidar que nós complicamos tudo. O AMOR.

O ato de complicar ou não é uma ação, e como toda ação provoca uma reação, e nem sempre esta é de reconciliação... Já sabemos os rumos de quando partimos para as espartanas providencias das quais eu não gostaria de falar... Quero falar desta via em busca da reconquista que às vezes é sofrida, e deixa poemas, musicas cartas, maravilhosas lembranças em pinturas, ou guardadinha lá no lugar mais sigiloso do coração, que deixa um legado que será um ponto de partida para todos os navios torpedeados pela implacável paixão.

Ultimamente tenho ouvido muitas musicas que tratam uma espécie de espólio do amor como fonte de inspiração, a traição... Sério isto mesmo!

Vejam só Marília Mendonça  cantou

O seu prêmio que não vale nada estou te entregando
Pus as malas lá fora e ele ainda saiu chorando
Essa competição por amor só serviu pra me machucar
Tá na sua mão, você agora vai cuidar de um traidor
Me faça esse favor

Paula Fernandes também cantou

Vai eternamente olhar pra ela e lembrar de mim
Por toda vida, escutar meu canto, eu sei que vai
E será ela que desta vez você vai trair 
E ela vai sentir, eu sei que

A maravilhosa Gal Costa cantou

Alguém me disse que tu andas novamente 
De novo amor nova paixão todo contente,

Conheço bem tuas promessas outras ouvi iguais a essa 
Esse teu jeito de enganar conheço bem, 
Pouco me importa que tu beijes tantas vezes 
E que tu mudes de paixão todos os meses, 
Se vais beijar como eu bem sei 
Fazer sonhar como eu sonhei 
Mas sem Ter nunca amor igual
Ao que eu te dei.

 

O Pablo Rei da sofrência acabou comigo cantando

Você foi a culpada desse amor se acabar
Você quem destruiu a minha vida
Você que machucou meu coração
Me fez chorar
E me deixou num beco sem saída

Estou indo embora agora
Por favor, não implora
Porque homem não chora

 Agora vem Solange cantando estas palavras que parecem minhas

Eu só tô te ligando pra te avisar
Quando você chegar, nem precisa subir
Eu deixei suas coisas lá na portaria
Pra você pegar e ir embora daqui

Nem precisa ligar pra querer vir me dar uma explicação

Siga seu rumo e esqueça o meu mundo
É que como eu te amava achando que você também me amava
Você jogou sujo, tô sabendo de tudo

 

Vagabundo, amor infiel, coração de papel
Você é vagabundo
Um dia alguém vai fazer com você o que você me fez
E aí vai saber o valor do amor que um dia eu te dei
Vai querer outra vez

Só tem uma explicação este indomável amor vai estar por muito tempo no comando deste navio que nos leva cada vez mais para destinos desconhecidos do coração.

Hoje veneramos as coisas que o amor produziu em séculos passados, quem sabe o que produzimos agora não seja também venerado daqui a trezentos anos?

Já posso imaginar a nossa dor de cotovelo retratada em telas, peças de teatro, em musicas... Exemplo (A nona sinfonia de Reginaldo Rossi) ou o hino ao amor por (Bruno e Marrone) ou uma tela magnífica de Amado Batista exposta no Museu do Louvre.

Pela distancia do futuro infelizmente só posso vislumbrar, mas com certeza os períodos (Iluminismo, Patrística, Escolástica, Helenístico, Spartano.) do passado terá no futuro um período acrescentando, o nosso período da SOFRÊNCIA.