Queimaram a ESCOLA e agora?

Até que ponto queimar uma escola aproxima a ignorância do saber?

Por Harlis Barbosa 24/04/2018 - 09:43 hs
Foto: Studio HB
Queimaram a ESCOLA e agora?
Imagens de internaltas

 

Na noite do ultimo domingo (22) na vila conhecida por Salvação há aproximadamente 80 quilômetros de Colniza a escola Bartolomeu Bueno esteve por horas iluminada, e por horas as chamas que lhe consumia atraíram inúmeros olhares já que o brilho das fulgorosas chamas a destacou na imensidão da noite do assentamento Capa, ao longe dava para ouvir o clamor por socorro da lousa, das cadeiras, dos trabalhos da alfabetização fixados com tanto carinho nas paredes e que ardia sob as impiedosas chamas da ignorância, o cheiro da fumaça no ar trazia os textos de Drummond, Monteiro lobato, Guimarães Rosa, Paulo Coelho, e tantos outros que naquele lugar não passam de cinzas.

Somente naquele lugar porque a educação sempre vencerá, não na velocidade que queríamos, mas no seu tempo, e ocupando um espaço cada vez maior em todos os cantos deste mapa que ilustra a grandeza deste planeta.

Atitudes bestiais, retrógadas, que partem geralmente de quem pararam no tempo, nunca terá força suficiente para privar a sagacidade de quem quer conquistar o saber, queimar ou fazer arder em chamas uma ESCOLA jamais será motivo para parar este sentimento nutrido desde os primórdios pela nossa incrível Raça Humana, iremos nos reunir na igreja, nos salões comunitários, na associação dos moradores, e iremos erguer outra vez nosso cantinho do saber, nossa lousa será novamente pendurada e um(a) representante do saber muito em breve estará a postos naquele mesmo lugar com a alegria tamanha do dia anterior a esta insanidade.

Se esta pratica antiquada onde incendiários querem se fazer entender persiste desde a antiguidade, imaginem os ensinamentos de Sócrates, Platão, Confúcio, Aristóteles, Epicuro, Nicolau Maquiavel? E tantos outros que já provaram por A+B que apesar da sabermos que a educação sempre vencerá sabemos também que sempre existirá o representante da ignorância.  

Com certeza o autor desta proeza já esta pensando consigo mesmo se este foi o melhor jeito de reenvidicar sabe se lá o quê, com certeza já se arrependeu do feito, imagino eu.

Se não... Ele não irá entender uma vírgula do que escrevi!