Colniza outra vez entre a Cruz e a Espada

Por Harlis Barbosa 01/09/2017 - 12:38 hs

Sei que pareço ser repetitivo, sei que deveria pensar de outra forma, sei que as historias mais bonitas foram cunhadas a ferro e fogo.

Mas, Colniza... Vês? Ninguém te ama tanto assim! E quando reúnem em teu nome, do teu passado, presente e futuro, é o que menos lembram.

E aquela minha visão de perspectivas abundante em relação a ti agora já não são abundantes assim, todo ser humano escreve sua historia a sua maneira, de um jeito  que posteriormente fundam seus lugares e neles escrevem também várias outras, e neste horizonte insípido em tom amarelado de agora, sinto que a Fênix já não tem tanta força para ressurgir das cinzas.

Vês Colniza? Ninguém te ama tanto assim! Ferem-te no auge da tua puberdade impedindo a de se tornar completa a apta as responsabilidades da maior idade, já se passaram dezesseis anos e ainda hoje olham para ti como Adão olhou para Eva depois de comer a Maçã.

Na sua formação segundo Wikipédia vieram Seringueiros, depois Madeireiros, depois Garimpeiros, muitos ainda residem aqui, mas os que mais se destacam são os Garimpeiros não os primeiros a chegarem, mais os garimpeiros contemporâneos que vem em busca deste ELDORDO imaginário que para conseguir seu saco de ouro cavam imensas crateras no coração deste lugar.

Vês Colniza? Ninguém te ama tanto assim! Tu que é igual a tantas cidades cheias de oportunidades, mas amarga com desgosto as investidas pontiagudas, dos cães que ladram em seu desfavor, és estuprada, as traças largada, usurpada em nome deste falso amor.

Vês Colniza? Ninguém te ama tanto assim! E outra vez despiu suas costas para receber as setenta chibatadas, mais uma vez puniram você em nome de um amor fugaz, desta (Malaxfobia).

Vês Colniza? Ninguém te ama tanto assim!  Santo deste tanto ninguém és, estes de agora só usam você para atravessar o Rio infestado de piranhas, transformando a num barco, uma balsa, num transporte usado para transpor os muros, num Cavalo de Tróia, para depois descarta la em um canto, um porto  qualquer.

Vês Colniza? Ninguêm te ama tanto assim! E estes quando for lhe facultada a oportunidade não hesitarão em sujar o seu drink com Arsênico.