ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, UM ANTRO DA BUROCRACIA, A MORADA FAVORITA DA CRIATURA QUE TRIPUDIA SOBRE O SARCÓFAGO DOS TEUS PRÓPRIOS CRIADORES!

Por Harlis Barbosa 04/08/2017 - 10:04 hs

Há como eu quero ver inúmeros quilômetros de asfalto em minha cidade, como eu sonho com o dia em que não precisaremos clamar por um caminhão “PIPA” na nossa rua, e quando ficarão obsoletos.

Há como eu quero ver a poeira que cobre os pedestres deixar de existir, e se dissipar com a chegada da pavimentação, e que esta fuligem que nos aflige seja permanentemente e não paliativamente extinta.

Haverá sim um dia em que teremos tudo o que nos foi negado até então. Internet. Telefone. Bancos. Faculdade Pública. Planos de saúde. Estradas. Fornecimento de Energia de qualidade!

A administração pública também terá seu dia... Um dia que será menos engessada onde as coisas possam fluir com mais naturalidade e com a leveza de uma pluma, onde este emaranhado de palavras técnicas (IMPROBIDADE, IMPESSOALIDADE, IMPARCIALIDADE, LICITAÇÕES, LIMITE PRUDENCIAL, DOTAÇÃO ORÇAMENTARIA, IMPROCEDENTE, DECRETO, PORTARIAS, TRANSPARÊNCIA, CONTROLADORIA, EMENDAS, REGIMENTO, DECORO, NEPOTISMO). Serão apenas coadjuvantes e não fomentadoras da burocracia que enferrujam a máquina e empurra os gestores para  meios que estão mais próximos de um paliativo do que uma solução.

Pai afasta de mim este cálice que contém este vinho amargo no fim, mas que adoça a minha língua no início afasta de mim este Hipopótamo difícil de locomover, que estressa a todos, que consome nossa saúde, nosso tempo, empobrece nossa educação, e tinge de cinza os nossos sorrisos.

Certa vez eu li um livro de um Advogado que defendeu um Arquiteto que havia projetado dois prédios de doze andares paralelos exatamente iguais, um evoluiu normalmente o outro não, e apresentou problemas perecidos com os da torre de Pisa na Itália, é obvio que o problema foi da base de sustentação, e não do Arquiteto, mas sim de quem fez a análise do terreno.

A partir de então eu faço sempre este paralelo quando penso em administração Pública e Privada, porque em uma é tão complicada, e na outra as coisas são mais versáteis?

Na empresa privada trabalham pai, mãe, filhos, genros e as coisas funcionam são passadas de geração em geração, porque um governador que comprovadamente é honesto e exímio administrador não consegue o mesmo êxito quando vem para a pública? Esta resposta seria o (X) da questão, mas vou dar uma pista “É MUITA GENTE FISCALIZANDO E POUCOS EXECUTANDO, OUTROS QUE ESTÃO EMBARCADOS E TORCENDO PARA O BARCO AFUNDAR, QUE QUER A CADEIRA E A CANETA DO GESTOR MAIS NÃO TEM CAPACIDADE NEM COMPETÊNCIA PARA TAL, QUE CRITICAM MAIS NÃO OFERECEM SOLUÇÃO, E AINDA TEM AQUELES QUE SÃO CONTRA PORQUE NÃO SABEM SER A FAVOR DE NADA, E MAIS PARECEM UM CACHORRO QUE CAIU DO CAMINHÃO DE MUDANÇA".

Mas foi sempre assim desde os tempos de Jesus, lembram quando o governnador da Judeia Pôncio Pilatos usando de toda sua eloqüente influencia chamou o povo para participar do julgamento do filho de Deus? Ninguém quis nem mesmo os críticos, deixando para o gestor a difícil tarefa, aqueles que instigaram o povo que persuadiu todos a escolher Barrabás e não Jesus na hora “H” esconderam a mão que atirou a pedra, se omitiram.

Regime democrático no Brasil é uma piada que ultrapassa os limites das nossas fronteiras.

E apesar de não ter nascido neste Ícone sul-americano levam na etiqueta de suas vestes os dizeres MADE IN BRAZIL.