Juiz condena 5 assaltantes por roubo de avião; crime ocorreu em 2015

Por Harlis Barbosa 05/05/2017 - 23:53 hs

A Justiça Federal condenou cinco integrantes de uma quadrilha identificados como Genivaldo Ferreira dos Santos, de 55 anos, José Carlos da Rosa Silva, de 43, Revelino Leismann, 44 anos, Bruno de Lima, de 21, e Haryshon Pedrosa, de 45, que roubaram um avião do aeroclub Selva, em Sinop, em 15 de abril de 2015.

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Além disso, o grupo também tentou roubar uma outra aeronave em 16 de maio do mesmo ano, no aeródromo Canarinho, nessa ação em uma troca de tiros o policial federal Mario Henrique Almeida Matos morreu.

O roubo foi encomendado pelo líder da quadrilha, Daniel Tenório, de 40 anos, e em troca receberiam um caminhão. Este, por sua vez, morreu em um confronto com policiais em 21 de maio daquele ano.

A condenação foi proferida pelo juiz da 1ª Vara federal Murilo Mendes, no entanto, o grupo já está preso há, pelo menos, dois anos no presídio Ferrugem. “As provas produzidas em juízo e somadas aos elementos informativos colhidos na fase do inquérito, demostram, sem sombra e dúvidas, a autoria o delito”, relata na decisão.

Conforme a sentença, Genivaldo Ferreira dos Santos terá que cumprir pena de 11 anos e 9 meses; José Carlos da Rosa Silva 10 anos e 9 meses; Revelino Leismann, 8 anos e 10 meses; Bruno de Lima, 7 anos e 10 meses; e Harysohn Pedrosa Pina, 2 anos de prisão, que irá cumprir em regime semi-aberto.

Em 5 de abril de 2015, no momento em que o piloto aguardava para decolar, a quadrilha roubou um Cesnna, no aeródromo Selva, Os bandidos o obrigaram a sair da aeronave e o amarraram, bem como dois pedreiros que reformavam o hangar. Todos foram colocados em um veículo e levados em um plantio de milho. O avião foi levado para Guajará-Mirim (RO).

Segundo a decisão judicial, no crime foram utilizados um revólver calibre 38, usado por Bruno, além de outra arma calibre 12. Já no confronto contra os policiais federais também foram utilizados fuzis, pois a munição que foi retirada o corpo do policial morto, teria sido de um fuzil.

Ocorre que os policiais também usaram esse armamento, mas, de acordo com o laudo do perito Wladimir Hermínio de Almeida, os tiros que mataram Mario Henrique não proveem de nenhuma das armas pertencentes aos agentes. Sendo assim, a Justiça não conseguiu encontrar um culpado para a morte do policial.

Mario Henrique chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Regional, no entanto, não resistiu e morreu. Todos os integrantes foram presos em 17 de maio, dois dias após a tentativa de furto da segunda aeronave.